
O que era para ser um "xeque-mate" político contra a Secretaria de Saúde de Colatina acabou se transformando em um grande desconforto para a oposição. O vereador Vitor Louzada levou à Câmara uma denúncia de assédio moral contra o secretário Raul Amicci, mas os documentos apresentados mostraram algo bem diferente: um gestor tentando organizar a casa dentro da legalidade.
A conta que não fechava
Os prints mostrados pelo vereador revelaram que o "assédio" alegado era, na verdade, uma negativa de pagamento de horas extras e folgas acumuladas para cargos de confiança. Amicci orientou que o trabalho fosse feito com compensação de horário, evitando gastos extras para o município, uma prática padrão de boa gestão.
O clima de "alívio"
O ponto alto da reviravolta foi a revelação do clima no setor após a saída da coordenadora Noemia Carvalho. Longe de protestarem contra a exoneração, os servidores celebraram a mudança. O "tiro saiu pela culatra" porque, ao tentar pintar o secretário como vilão, a denúncia acabou expondo que o verdadeiro foco de tensão no ambiente de trabalho estava na coordenação do setor, e não no gabinete do secretário.
No campo político de Colatina, o episódio serviu para fortalecer a imagem da secretaria de saúde, como gestão técnica que não cede a pressões por privilégios administrativos.

Print retirado do Youtube no canal da Câmara Municipal de Colatina