
Cinco meses após o assassinato da cigana Ana Gabriely Rodrigues do Amaral, de 20 anos, em Colatina, o principal suspeito do crime, Romano Aparecido do Amaral, marido da vítima, continua foragido. O filho do casal, de 3 anos de idade, que foi levado pelo pai após o crime, também não foi localizado. O assassinato aconteceu no dia 31 de agosto do 2025 e foi registrado em imagens de videomonitoramento, que mostram o momento em que um carro prata para na via onde Ana Gabriely estava, em um ponto de ônibus, com o filho no colo. As portas do veículo se abrem, ocorre uma confusão e, logo depois, pessoas entram novamente no automóvel e deixam o local. Naquele momento, a jovem foi morta. Segundo a Polícia Civil, Romano, de 20 anos, é apontado como autor do crime. Após o assassinato, ele fugiu levando a criança.
RELACIONAMENTO MARCADO POR BRIGAS
Ana Gabriely era integrante de uma comunidade cigana. Conforme informações repassadas pela polícia à época, ela e Romano se conheceram ainda na adolescência, quando ambos tinham 14 anos. O relacionamento durou cerca de sete anos e foi marcado por idas e vindas e constantes conflitos. No dia do crime, segundo a investigação, Ana havia decidido colocar um ponto final na relação. Ela arrumou as malas, pegou o filho e saiu de casa com a intenção de não retornar.
PAI CONTINUA SEM NOTÍCIAS DO NETO
O pai da vítima, Jadir do Amaral, falou sobre a dor da perda e a angústia de não ter notícias do neto. Ele relatou que passou o fim de semana com Ana e, na manhã do domingo, retornava para Minas Gerais, onde mora, quando recebeu a notícia do assassinato. "Eu estava no caminho. Estava chegando em Governador Valadares quando me ligaram dizendo que tinham matado ela. Eu não fiz o que mataram ela. […] Eu estou esperando notícias para saber do meu neto. Eu não estou sabendo de nada. Ninguém sabe se essa criança está bem". A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Romano teve a prisão preventiva decretada e foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo pelo crime de feminicídio. Ainda de acordo com a polícia, nem o suspeito nem a criança foram encontrados até o momento. Não há informações se o menino está frequentando escola ou recebendo os cuidados necessários. As investigações seguem em andamento. O Ministério Público pediu o pagamento de R$ 100 mil à família de Ana Gabriely como reparação por danos morais. Denúncias que possam ajudar a localizar o suspeito ou a criança podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.