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Justiça manda prender motorista indiciado por atropelar e matar jovem em Conceição da Barra

A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e segue à disposição da Justiça. 

Redação
Por: Redação
08/01/2026 às 09h51 Atualizada em 09/01/2026 às 09h39
Justiça manda prender motorista indiciado por atropelar e matar jovem em Conceição da Barra

A Justiça do Espírito Santo decretou a prisão preventiva de Kevin Lopes Fagundes, de 29 anos, acusado de atropelar e matar o jovem Gabriel dos Santos Felberg, de 21 anos, no dia 29 de novembro, em Conceição da Barra.

De acordo com as investigações, na noite do atropelamento, Gabriel estava na casa do irmão assistindo à final da Libertadores. Em seguida, saiu de bicicleta com a namorada para comprar bebidas. A mulher ficou em frente a uma distribuidora, quando um Fiat Mobi, de cor branca, passou pelo local e derrubou as bicicletas.
Gabriel teria ido atrás do motorista para tirar satisfação. Durante a discussão, segundo a polícia, o condutor avançou com o carro e atropelou o jovem. A vítima foi socorrida e levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Após o crime, Kevin Lopes Fagundes se apresentou à polícia dias depois, foi ouvido e liberado. Na ocasião, ele não permaneceu preso porque o prazo do mandado de prisão já havia expirado. Pela legislação brasileira, a prisão só pode ocorrer em flagrante ou mediante mandado judicial válido, o que não se aplicava naquele momento.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou o motorista por homicídio qualificado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo, que solicitou à Justiça a prisão preventiva, agora decretada.
Familiares de Gabriel afirmaram que a decisão judicial representa apenas um avanço diante da gravidade do crime e reforçaram que seguirão cobrando justiça. "Esse mandado de prisão não é uma vitória, é o mínimo. Ele não devolve o Gabriel, não apaga a violência que destruiu a nossa família, mas mostra que não estávamos errados em cobrar, em gritar por justiça. O que sentimos é dor, revolta e a exigência de que esse crime não fique impune. Continuaremos até sabermos que esse indivíduo foi preso", disse Janaína, tia da vítima.

A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e segue à disposição da Justiça. 

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